Tem um poema do Quintana que diz isto...
Seiscentos e Sessenta e Seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mario Quintana ( In: Esconderijo do tempo)
Mas sobre esta aceleração do tempo, que também abordo na minha dissertação, me faz refletir em um montão de coisas, sobre os objetivos da vida, sobres a concretização deles, sobre abandonar velhas formas e se abrir para o novo, para a impermanência, para a transmutação. Deixar de cultivar velhos hábitos e pensamentos, deixar de ver o mundo sob a mesmo prisma. De se permitir errar e recomeçar, de oportunizarmos novos vôos, novos horizontes, novas possibilidades.
Isto tem me pegado muito, porque recentemente fiz 35 anos. Estou na metade da vida. O que desejo pra mim na minha meia vida inteira?
Passei uns meses me questionando sobre isto e decidi que quero muitas coisas, e que bom que quero coisas e muitas, que ainda cultivo o desejo pela vida. Meu primeiro desejo é qualificar a minha vida. De ter uma vida mais saudável. Deixei de fumar, de dormir muito, muito tarde e pouco, de ser sedentária. Iniciei 2011 fazendo academia, drenagem, caminhando e encarando definitivamente esta dissertação. Novo emprego, novas relações, novos horizontes. Voltei de férias, faço natação, academia, musculação, drenagem e agora dança do ventre. Tô amandooooooo! E mais bonita e mais feliz!
Só falta na minha vida aquilo que diz o Armandinho:
" eu gosto de ficar depois do almoço, sem ter o que fazer..." ( eu malho!)