segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Eleições

 Sou uma pessoa assumidamente de esquerda. Acredito, sinceramente, que políticas que visam a população mais carente da sociedade são fundamentais. Que políticas que priorizem mais ao social e não tanto ao mercado são mais importantes.  
Minha opção política é pautada por minha concepção religiosa. Sou cristã. Procuro seguir os ensinamento de Jesus Cristo. Embora tenha sido batizada no luteranismo e ter frequentado bons anos da minha minha vida a igreja luterana, assumi há alguns anos a doutrina espírita. Esta doutrina, além de me clarificar o evangelho de Jesus, me traz o consolo da reencarnação. 
Porém, são os ensinamentos do Cristo que orientam o meu posicionamento político. A máxima evangélica diz "amar o próximo como a ti mesmo" é sagrada e exercício constante. Seguir essa máxima me coloca em uma situação de horizontalidade com o meu próximo. Não há melhores ou piores, há seres únicos em crescimento constante. Há necessidades diferentes e, os mais pobres, precisam de um maior amparo do governo a fim de romperem com o ciclo de pobreza que vivem. Por isso, políticas afirmativas que ofereçam condições de dignidade e igualdade a grupos excluídos social e economicamente são fundamentais.  
São necessários a estas pessoas programas de saúde, ações de acesso e permanência à educação, programas de geração de renda, etc. 
Acredito que os direitos humanos são basilares para dignificar o homem e uma sociedade e  que o respeito à liberdade precisa ser fomentado desde pequeno, uma liberdade consciente e respeitadora do próximo. E, por isto, não posso ser conivente com situações como a frase "bandido bom é bandido morto" ou com o pensamento que "corrupto tem que ser fuzilado como na China". Minha posição religiosa e política preza a valorização da vida. 
E esse meu posicionamento me leva ao caminho mais longo, mais árido e quase solitário. Porém o que traz resultados mais eficazes e duradouros. 
Em uma análise, sob a doutrina espírita, os mecanismos que Deus utiliza para a nossa evolução são infinitos e que, aliados ao nosso livre arbítrio, constroem a nossa realidade. 
As população elegeu uma proposta diferente da que acredito. Uma proposta voltada aos mais ricos e que prioriza o capital. Que defende a meritocracia e o estado mínimo. E defenderei sempre a legitimidade dessa escolha democrática. 
Junto com a população de Porto Alegre vou aprender.
Uma das aprendizagens é sedimentar a minha posição de seguir o evangelho do Cristo frente a tanta adversidade e, crescer como pessoa com tudo isso. A evolução é individual e também coletiva.  Algo como movimento de rotação e translação. É pra ti e de ti, mas também para os outros e com os outros. Outra aprendizagem é se reinventar e  recriar, e jamais desistir de lutar por aquilo que se acredita, sem entrar no clima raivoso, de discórdia e desrespeito que toma conta da humanidade. 

sábado, 29 de outubro de 2016

Poliamor

Eis que estava zapeando a TV e parei num programa chamado Adotada da MTV. Parei porque era MTV, porque a moça era super colorida e porque ouvi um sotaque gaúcho. 
A ideia do programa é que a apresentadora, Maria Eugênia, seja adotada por 1 semana em casas com as mais diferentes organizações familiares. 
O episódio que vi um pedaço é o 12º da 3ª temporada. Neste episódio a Mareu, como é chamada a apresentadora, acampa uma semana na casa da família do Bardo e da Fada, em Porto Alegre. Essa família prega o Poliamor. A Fada vive com seus 2 maridos e 2 filhas. E ambos apresentam outros relacionamentos aberto e livres. E, para a minha formação monogâmica, heterossexual, cristã, ocidental é IMPACTANTE.
Sem o julgamento de valor de que é certo ou errado, ético ou moral, sem o preconceito social e religioso, o poliamor é assombroso. Diferente de uma relação aberta, de uma relação livre, de um swing ou menáge a trois, o Poliamor prega relações livres, mas com envolvimento afetivo  e sexual profundos, com formação de família e vida em comum, ou seja, buscam um "feliz para sempre" com planejamento e durabilidade. O episódio deste reality show mostra também os conflitos com os parceiros fora dessa relação. Há posse, há ciúmes e um sentimento de traição.
Fui dar um Google sobre o assunto e é um movimento que surge em Porto Alegre na década passada, que ganhou força e se expandiu para São Paulo. E que há muito mais adeptos que se imagina. Já foi feito um programa com o casal Bardo e Fado no GNT em 2015. E que, inclusive, já há relações poliamorosas registradas em cartório no Brasil. 
As rodas do minha cabeça giram pensando em como nós, sociedade, avançamos ou retrocedemos com isto. A ideia de amor profundo e múltiplo me lembra ensinamentos cristãos, mas ideia de todo mundo  com todo mundo, me leva a pensar em Bauman e a liquidez das relações e dos sentimentos. 
E antes que me questionem: Não, não é uma possibilidade pra mim. Porém acho justo o direito das pessoas se relacionarem desta forma. 

Se quiser saber um pouco mais sobre o assunto: 

https://amoreslivres.wordpress.com/

http://amenteemaravilhosa.com.br/poliamor-beneficios-e-dificuldades/

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/02/entenda-o-poliamor-e-as-pessoas-que-se-relacionam-livremente-4406970.html

http://tab.uol.com.br/poliamor/

https://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/tres-documentarios-que-falam-sobre-amor-e-suas-infinitas-maneiras-de-dizer-eu-te-amo/

Sobre o casal Bardo e Fada eles possuem uma banda:

http://www.bardoefada.com.br/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Desafio literário 2016

Em 2015 me propus o desafio de ler 50 livros. E alcançei. 
Li de tudo um pouco. 
Li romances, clássicos, modernos, loucos. 
Haruki Murakami me arrebatou, a ponto de por vezes algumas cenas da trilogia 1Q84 ainda me retornam ao pensamento. Reflexões sobre os desencontros de Aomame e Tengo, enquanto era a preparação para um encontro que sempre existiu.
Em 2016 havia me proposto ler 25 livros e ver filmes que reproduziam esses livros. Infelizmente não chegarei ao número de livros e filmes. Já li até agora 26 livros, mas nem todos foram registrados no cinema. 
No momento estou a terminar Reparação de Ian McEwan. E mal espero para ver o filme. Vi que no filme Desejo e Reparação quem faz o papel de Cecília Tallis é a Keira Knightley. 
No início do ano, vi na TV fecha o filme Ana Kerenina com a ela, e foi esse filme que me levou a ter a inspiração do desafio para 2016. Interessante como a vida é cíclica. 
Ainda não li Ana Karenina, e talvez não leia até o final do ano. 
Quem sabe surge um outro desafio, ler todas as obras que Keira Knightley filmou. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Faz tempo que não passo por aqui...

Faz tempo que não passo por aqui...
A vida toma um ritmo frenético e quando vemos lá se vão quase 5 anos. 
A passagem do tempo é algo surpreendente, ainda mais sabendo que o tempo é apenas uma convenção. Ou uma ficção.
Muitos eventos sucederam na minha vida depois do último post, muitos eventos aconteceram no mundo e, consequentemente, na humanidade. 
Retomo o desejo de escrever. Talvez uma forma desenfreada de marcar o tempo, de marcar o vivido, o experenciado, o lido. Ou não. Talvez um desejo desenfreado de ficcionalizar a memória. Não importa, quero apenas escrever, escrever para entender, para refletir sobre o mundo que vivemos. 
Escrever para ser eu. Escrever para existir. Porque a escrita liberta.