Minha opção política é pautada por minha concepção religiosa. Sou cristã. Procuro seguir os ensinamento de Jesus Cristo. Embora tenha sido batizada no luteranismo e ter frequentado bons anos da minha minha vida a igreja luterana, assumi há alguns anos a doutrina espírita. Esta doutrina, além de me clarificar o evangelho de Jesus, me traz o consolo da reencarnação.
Porém, são os ensinamentos do Cristo que orientam o meu posicionamento político. A máxima evangélica diz "amar o próximo como a ti mesmo" é sagrada e exercício constante. Seguir essa máxima me coloca em uma situação de horizontalidade com o meu próximo. Não há melhores ou piores, há seres únicos em crescimento constante. Há necessidades diferentes e, os mais pobres, precisam de um maior amparo do governo a fim de romperem com o ciclo de pobreza que vivem. Por isso, políticas afirmativas que ofereçam condições de dignidade e igualdade a grupos excluídos social e economicamente são fundamentais.
São necessários a estas pessoas programas de saúde, ações de acesso e permanência à educação, programas de geração de renda, etc.
Acredito que os direitos humanos são basilares para dignificar o homem e uma sociedade e que o respeito à liberdade precisa ser fomentado desde pequeno, uma liberdade consciente e respeitadora do próximo. E, por isto, não posso ser conivente com situações como a frase "bandido bom é bandido morto" ou com o pensamento que "corrupto tem que ser fuzilado como na China". Minha posição religiosa e política preza a valorização da vida.
E esse meu posicionamento me leva ao caminho mais longo, mais árido e quase solitário. Porém o que traz resultados mais eficazes e duradouros.
Em uma análise, sob a doutrina espírita, os mecanismos que Deus utiliza para a nossa evolução são infinitos e que, aliados ao nosso livre arbítrio, constroem a nossa realidade.
As população elegeu uma proposta diferente da que acredito. Uma proposta voltada aos mais ricos e que prioriza o capital. Que defende a meritocracia e o estado mínimo. E defenderei sempre a legitimidade dessa escolha democrática.
Junto com a população de Porto Alegre vou aprender.
Uma das aprendizagens é sedimentar a minha posição de seguir o evangelho do Cristo frente a tanta adversidade e, crescer como pessoa com tudo isso. A evolução é individual e também coletiva. Algo como movimento de rotação e translação. É pra ti e de ti, mas também para os outros e com os outros. Outra aprendizagem é se reinventar e recriar, e jamais desistir de lutar por aquilo que se acredita, sem entrar no clima raivoso, de discórdia e desrespeito que toma conta da humanidade.