Que poder é este que a música opera no ser humano?
Nas mais remotas culturas ela está presente. A sua linguagem é universal.
Ontem fui tomar um café com amigas do tempo de SMED de POA e, na volta, no carro com minha comadre, comentávamos sobre um outdoor do Show do Andrea Bocelli que ocorrerá em agosto aqui na cidade. Conversávamos o quanto gostávamos de música clássica e lembro que comentei que aprendi bolero com meu pai, mas que música clássica quem me apresentou foi a Hermínia, mãe de uma outra amiga nossa. Éramos profes na mesma escola e trabalhávamos com as mesmas turmas, e ela sempre comentava das experiências com a música clássica. Alguns anos fiz a experiência com meus alunos, iniciar a aula ouvindo música clássica, para que eles pudessem estar mais calmos. Surtiu muito efeito. Impressionante.
Hoje pela manhã, a Vanessa, filha da Hermínia, me manda uma mensagem pelo WhatsApp um trechinho de uma música clássica e do quanto lhe deixava nostálgica. Comentei com ela o que havia comentado ontem, sobre a importância da sua mãe na minha vida, aí ficamos falando de pais e do que carregamos deles e ela me mandou outro trecho instrumental de música. Uma tradicional música mexicana: Cielito Lindo. Ao seu pai lhe encantava.
minha mãe era uma cantora fabulosa, cantou com a Elis Regina na rádio. Cantava sambas que nos arrepiava com a sua interpretação. Quando o meu pai está em casa sempre tem música. Tenho um irmão e meu afilhado, seu filho, músicos. O Felipe tem banda, toca na noite, um super músico. Minhas irmãs estão sempre ouvindo música. Chega-se na casa delas e sempre está tocando algo. Depois que assinei o spotify, tenho me conectado muito mais com a música. Ontem passei a manhã ouvindo Beatles. E me fez um bem danado. Acordar hoje com as músicas enviadas pela Va, fez um bem danado também.
Comecei o meu domingo, tranquila, calma, leve, descansada com a música enchendo o meu espírito.
domingo, 29 de julho de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Eclipses e muitas elocubrações
Estávamos a pouco vendo o eclipse lunar. Estava parada na frente da escola com um outro colega. Quietos apreciando a beleza da natureza e a sua força.
Me senti estranha.
Lembrei quando criança que era um evento! Assim como foi o cometa Halley em 1986!
E esse evento, precioso e belo, deu uma sensação diferente de natureza. Uma consciência meio doida de ser também elemento desta natureza. Isto eu já sabia, mas não sentia. Não sei explicar claramente. É como saber, repetidas vezes, que o homem também é parte integrante da natureza, mas agir cotidianamente como externo a ela. Aí observando o eclipse me invadiu uma certeza de pequenez e ao mesmo tempo de integração. Como também elemento integrante daquele eclipse.
A força da gravidade, o magnetismo, a energia nuclear, todas estão na natureza e estão em mim, como elemento dessa natureza.
Não fumei nenhum baseado. Na verdade nunca fumei. Mas que mexeu esse eclipse, oh!
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Quero ser Meryl Streep
Tem aquele filme bárbaro com o o John Cusack: Quero ser John Malkovich, direção estreante do Spike Jonze, que faz um crítica sobre as limitações de padrões corporais. Um corpo não pode ser o que me limita e o que me define como um todo. E o nome desse filme é o mote pra nomear esse post. John Cusack e Ethan Hawke (que não fez esse filme), são dois atores que gosto muito e que fazem filmes que questionam o status quo da vida.
Mas este post não é sobre estes excelentes atores, mas sobre a Meryl Streep.
Confesso que sempre gostei de seu trabalho, a respeitava como ótima atriz, mas desde 2015, aplaudindo de pé o discurso da Patrícia Arquette quando recebe o Oscar de Atriz Coadjuvante por Boyhood. Um discurso antológico sobre a questão do trabalho de mulheres em Hollywood e a diferença a menor da remuneração de atrizes em detrimento a atores. A Meryl acabava de perder o prêmio, mas expressava o total apoio feminino a Patrícia Arquette. E também, em 2017, no seu discurso do Oscar comecei a respeitá-la muito mais. Quando ela fala sobre xenofobia, imigração, preconceito e racismo. Ah e Donald Trump. Ali ela foi fodástica.
Recentemente uma colega da escola comentou o quanto o filme Simplesmente Complicado havia mudado a vida dela. Eu fiquei bem curiosa porque gostei do título, aproveitei as minhas semi-pseudo-férias e o assisti no Amazon Prime. O filme é bacaninha, com o Alec Baldwin, Steve Martin e direção de Nancy Meyers. O filme conta a história de um casa já há 10 anos divorciados que resolvem namorar. Enquanto o (ex)marido tem uma dificuldade grande de crescer e de aprender a ser autônomo e independente, ela procura crescer e entender o que sente e o que passou na vida. É apenas uma personagem, mas Meryl a defendeu com tanta dignidade que aumentou o meu respeito com a atriz.
Meryl Streep fará 70 anos no próximo ano e tem um jeito tão simples e singelo de ser que encanta. A defesa que ela faz de suas personagens são dignas, respeitosas e intensas. Mas ao olhar essa mulher fico desejando envelhecer como ela, de forma suave e ao mesmo tempo completa e digna!
Sem preocupações com rugas, cabelos brancos ou força da gravidade em nosso corpo. Ela se cuida, acredito que muito, mas não ao ponto de buscar a juventude incansavelmente. há uma beleza especial em envelhecer dignamente.
E esse é um dos temas que tem rodado a minha cabeça: a velhice. Penso muito sobre que tipo de velhice quero pra mim, que tipo de mulher quero ser quando chegar na terceira idade. O que desejo fazer e ou ser? Não importa, quero ser apenas sincera e leal a mim mesma. Por isso, quero ser Meryl Streep.
Mas este post não é sobre estes excelentes atores, mas sobre a Meryl Streep.
Confesso que sempre gostei de seu trabalho, a respeitava como ótima atriz, mas desde 2015, aplaudindo de pé o discurso da Patrícia Arquette quando recebe o Oscar de Atriz Coadjuvante por Boyhood. Um discurso antológico sobre a questão do trabalho de mulheres em Hollywood e a diferença a menor da remuneração de atrizes em detrimento a atores. A Meryl acabava de perder o prêmio, mas expressava o total apoio feminino a Patrícia Arquette. E também, em 2017, no seu discurso do Oscar comecei a respeitá-la muito mais. Quando ela fala sobre xenofobia, imigração, preconceito e racismo. Ah e Donald Trump. Ali ela foi fodástica.
Recentemente uma colega da escola comentou o quanto o filme Simplesmente Complicado havia mudado a vida dela. Eu fiquei bem curiosa porque gostei do título, aproveitei as minhas semi-pseudo-férias e o assisti no Amazon Prime. O filme é bacaninha, com o Alec Baldwin, Steve Martin e direção de Nancy Meyers. O filme conta a história de um casa já há 10 anos divorciados que resolvem namorar. Enquanto o (ex)marido tem uma dificuldade grande de crescer e de aprender a ser autônomo e independente, ela procura crescer e entender o que sente e o que passou na vida. É apenas uma personagem, mas Meryl a defendeu com tanta dignidade que aumentou o meu respeito com a atriz.
Meryl Streep fará 70 anos no próximo ano e tem um jeito tão simples e singelo de ser que encanta. A defesa que ela faz de suas personagens são dignas, respeitosas e intensas. Mas ao olhar essa mulher fico desejando envelhecer como ela, de forma suave e ao mesmo tempo completa e digna!
Sem preocupações com rugas, cabelos brancos ou força da gravidade em nosso corpo. Ela se cuida, acredito que muito, mas não ao ponto de buscar a juventude incansavelmente. há uma beleza especial em envelhecer dignamente.
E esse é um dos temas que tem rodado a minha cabeça: a velhice. Penso muito sobre que tipo de velhice quero pra mim, que tipo de mulher quero ser quando chegar na terceira idade. O que desejo fazer e ou ser? Não importa, quero ser apenas sincera e leal a mim mesma. Por isso, quero ser Meryl Streep.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Conexões Desconexas
Tô com uma puta dor de cabeça.
Muita adrenalina no meu corpo e O poema das sete faces do Drummond reverberando, tentando organizar tudo o que vivi nos últimos dias.
Qual é a força motriz que nos faz avançar na vida? Que nos faz sair da inércia e buscar o movimento, o impulso, o sonho? Que nos faz escolher A e não B? Encontrar C e não D? Estar em E e não em F?
Será que está pré-destinado, desde antes de nascermos?
Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida
Será que as narrativas que nos constroem são as que nos leva a nos movimentar?
O bonde passa cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada
Será que nossa própria consciência fenomenológica?
Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução
Mundo mundo vasto mundo
Mais vasto é meu coração
O que faz, Meu Deus, que nossa escolhas nos tornem a individualidade que somos?
Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo
Eis que penso, repenso e tripenso.
Muita adrenalina no meu corpo e O poema das sete faces do Drummond reverberando, tentando organizar tudo o que vivi nos últimos dias.
Qual é a força motriz que nos faz avançar na vida? Que nos faz sair da inércia e buscar o movimento, o impulso, o sonho? Que nos faz escolher A e não B? Encontrar C e não D? Estar em E e não em F?
Será que está pré-destinado, desde antes de nascermos?
Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida
Será que as narrativas que nos constroem são as que nos leva a nos movimentar?
O bonde passa cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada
Será que nossa própria consciência fenomenológica?
Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução
Mundo mundo vasto mundo
Mais vasto é meu coração
O que faz, Meu Deus, que nossa escolhas nos tornem a individualidade que somos?
Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo
Eis que penso, repenso e tripenso.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Catarse popular!
É uma alegria imensa! Catártico! Foram 2 anos com essa espada na cabeça. Ano passado mais de 40 dias de greve, caminhadas, mobilizações, peregrinações na Câmara de Vereadores. Levamos faltas, sofremos descontos de salário. Iniciamos o ano cansados, com mais carga de trabalho. Paralisamos! Brigamos na justiça pra não sermos descontados e vencemos.
Ontem, colegas municipários foram impedidos de entrar na Câmara pela polícia. Apanharam do Choque, foram atacados por spray de pimenta, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Fomos demonizados pela mídia e pelo presidente da Câmara.
Mas hoje, a vitória tem gosto de gol de final de campeonato. Derrubamos o PL08 que destruia a nossa carreira funcional.
Mesmo com todas essas adversidades, nos mobilizamos, fizemos uma articulação ética, respeitadora e incansável.
Falo isto, pq só a mobilização muda a realidade.
Ganhamos a batalha. A guerra não foi vencida. Mas hoje é dia de celebrar!
Sou professora municipária com muito orgulho!
Sou de luta!
Mobilização total!
terça-feira, 10 de julho de 2018
É preciso fazer alguma coisa
É preciso fazer alguma coisa
Thiago de Mello
Escrevo esta canção porque é preciso.
Se não a escrevo, falho com um pacto
que tenho abertamente com a vida.
E é preciso fazer alguma coisa
para ajudar o homem.
Mas agora.
Cada vez mais sozinho e mais feroz,
a ternura extraviada de si mesma,
o homem está perdido em seu caminho.
É preciso fazer alguma coisa
para ajudá-lo. Ainda é tempo.
É tempo.
Apesar do próprio homem, ainda é tempo.
Apesar dessa crosta que cultivas
com amianto e medo, ainda é tempo.
Apesar da reserva delicada
das toneladas cegas mas perfeitas
de TNT pousada sobre o centro
de cada coração — ainda é tempo.
No Brasil, lá na Angola, na Alemanha,
na ladeira mais triste da Bolívia,
nesta poeira que embaça a tua sombra,
na janela fechada, no mar alto,
no Próximo Oriente e no Distante,
na nova madrugada lusitana
e na avenida mais iluminada
de New Yoirk. No Cuzco desolado
e nas centrais atômicas atônitas,
em teu quarto e nas naves espaciais
— é preciso ajudá-lo.
Nas esquinas
onde se perde o amor publicamente,
nas cantigas guardadas no porão,
nas palavras escritas com acrílico,
quando fazes o amor para ti mesmo.
Na floresta amazônica, nas margens
do Sena e nos dois lados deste muro
que atravessa a esperança da cidade
onde encontrei o amor
— o homem está
ficando seco como um sapo seco
e a sua casa já se transformou
em apenas local de seu refúgio.
Lá na Alameda de Bernardo O′Higgins
e no sangue chileno que escorria
dos corpos dos obreiros fuzilados,
levados para a fossa em caminhões
pela ferocidade que aos domingos
sabe se ajoelhar e cantar salmos.
Lá na terra marcada como um boi
pela brasa voraz do latifúndio.
Dentro do riso torto que disfarça
a amargura da tua indiferença,
na mágica eletrônica dourada,
no milagre que acende os altos-fornos,
no desamor das mãos, das tuas mãos,
no engano diário, pão de cada noite,
o homem agora está, o homem autômato,
servo soturno do seu próprio mundo,
como um menino cego, só e ferido,
dentro da multidão.
Ainda é tempo.
Sei por que canto: se raspas o fundo
do poço antigo da tua esperança,
acharás restos de água que apodrece.
É preciso fazer alguma coisa,
livrá-lo dessa situação voraz
da engrenagem organizada e fria
que nos devora a todos a ternura,
a alegria de dar e receber,
o gosto de ser gente e de viver.
É preciso ajudar.
Porém primeiro,
para poder fazer o necessário,
é preciso ajudar-me, agora mesmo,
a ser capaz de amor, de ser um homem.
Eu que também me sei ferido e só,
mas aconchego este animal sonoro
que reina poderoso em meu peito.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Vermelhar
Estou um pouco parada com meus posts, com a poesia. A reflexão, o pensar seguem intensos, mas a prova de Lógica é 6 feira. E eu tô mega preocupada. No sábado tenho a proficiência em inglês.
Uma semana hardcore!
Eu não ia fazer a prova de Lógica, ia abandonar a disciplina. Mas nunca fiz isto na vida, vou seguir! Sendo ou não um resultado positivo. Eu lá sou mulher de amarelar? Medinho todo mundo sente e é do humano, ou melhor, da condição de ser vivo. A questão é o que fazemos com esse medo! Vou lá fazer a prova. Eu sou mulher de vermelhar.
Mas que as rodas da minha cabeça tem girado, Ô!
Uma semana hardcore!
Eu não ia fazer a prova de Lógica, ia abandonar a disciplina. Mas nunca fiz isto na vida, vou seguir! Sendo ou não um resultado positivo. Eu lá sou mulher de amarelar? Medinho todo mundo sente e é do humano, ou melhor, da condição de ser vivo. A questão é o que fazemos com esse medo! Vou lá fazer a prova. Eu sou mulher de vermelhar.
Mas que as rodas da minha cabeça tem girado, Ô!
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Só pra lembrar...
Eu acho engraçado alguns posts no facebook.
As pessoas falam mal do marido, da cunhada, da sogra, do vizinho, da amiga, do chefe.
Aí as criaturas desfilam todo o seu fel e azedume pra geral ver!
Só pra lembrar que essas atitudes dizem muito...
E dizem mais sobre os autores dos post do que sobre a pessoa a quem se deseja difamar.
As pessoas falam mal do marido, da cunhada, da sogra, do vizinho, da amiga, do chefe.
Aí as criaturas desfilam todo o seu fel e azedume pra geral ver!
Só pra lembrar que essas atitudes dizem muito...
E dizem mais sobre os autores dos post do que sobre a pessoa a quem se deseja difamar.
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