quarta-feira, 25 de julho de 2018

Quero ser Meryl Streep

Tem aquele filme bárbaro com o o John Cusack: Quero ser John Malkovich, direção estreante do Spike Jonze, que faz um crítica sobre as limitações de padrões corporais. Um corpo não pode ser o que me limita e o que me define como um todo. E o nome desse filme é o mote pra nomear esse post. John Cusack e Ethan Hawke (que não fez esse filme), são dois atores que gosto muito e que fazem filmes que questionam o status quo da vida.
Mas este post não é sobre estes excelentes atores, mas sobre a Meryl Streep.
Confesso que sempre gostei de seu trabalho, a respeitava como ótima atriz, mas desde 2015, aplaudindo de pé o discurso da Patrícia Arquette quando recebe o Oscar de Atriz Coadjuvante por Boyhood. Um discurso antológico sobre a questão do trabalho de mulheres em Hollywood e a diferença a menor da remuneração de atrizes em detrimento a atores. A Meryl acabava de perder o prêmio, mas expressava o total apoio feminino a Patrícia Arquette. E também, em 2017, no seu  discurso do Oscar comecei a respeitá-la muito mais. Quando ela fala sobre xenofobia, imigração, preconceito e racismo. Ah e Donald Trump. Ali ela foi fodástica.
Recentemente uma colega da escola comentou o quanto o filme Simplesmente Complicado havia mudado a vida dela. Eu fiquei bem curiosa porque gostei do título, aproveitei as minhas semi-pseudo-férias e o assisti no Amazon Prime. O filme é bacaninha, com o Alec Baldwin, Steve Martin e direção de Nancy Meyers. O filme conta a história de um casa já há 10 anos divorciados que resolvem namorar. Enquanto o (ex)marido tem uma dificuldade grande de crescer e de aprender a ser autônomo e independente, ela procura crescer e entender o que sente e o que passou na vida.  É apenas uma personagem, mas Meryl a defendeu com tanta dignidade que aumentou o meu respeito com a atriz.
Meryl Streep fará 70 anos no próximo ano e tem um jeito tão simples e singelo de ser que encanta. A defesa que ela faz de suas personagens são dignas, respeitosas e intensas. Mas ao olhar essa mulher fico desejando envelhecer como ela, de forma suave e ao mesmo tempo completa e digna!
Sem preocupações com rugas, cabelos brancos ou força da gravidade em nosso corpo. Ela se cuida, acredito que muito, mas não ao ponto de buscar a juventude incansavelmente. há uma beleza especial em envelhecer dignamente.
E esse é um dos temas que tem rodado a minha cabeça: a velhice. Penso muito sobre que tipo de velhice quero pra mim, que tipo de mulher quero ser quando chegar na terceira idade. O que desejo fazer e ou ser? Não importa, quero ser apenas sincera e leal a mim mesma. Por isso, quero ser Meryl Streep.

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