Esse texto tem me rondado há dias! Há dias tenho ele borbulhando dentro de mim, porém, estava realmente sem tempo para sentar e escrever. Eis que hoje ao chegar em casa eu caí um tombo cinematográfico. Desse que a gente toma quando criança e acaba virando videocassetada assistida pelo Brasil todo aos domingos. O tombo acabou impossibilitando de fazer minha pedalada e meu treininho funcional. Aproveitei, então, para escrever.
Setembro é o melhor mês do ano!
Não é o mês do meu aniversário! Contudo, eu tenho preciosas lembranças de setembro.
Setembro é o aniversário da minha mãe. E ela amava o aniversário dela. Era uma celebração, um querbe regado a Martini. Aliás, aprendi a beber Martini com a minha mãe e suas amigas. Setembro iniciava e os preparativos para o aniversário dela também. Minha mãe celebrava suas primaveras no dia 26 e ao longo do mês era telefonemas, conversas preparativos, convites, troca de receitas. A casa passava cheia o dia todo. Todo mundo que chegava trazia um prato de comida. Assim ela celebrava, quem vinha abracá-la não trazia presente, trazia algo para compartilhar. Não tão casualmente, minhas duas amadas cunhadas celebram seus aniversários em setembro. Uma virginiana e outra libriana.
Setembro também é o mês da Independência do Brasil. Mês de parada cívica. E eu adorava participar dos desfiles. E quando eu finalmente entrei na banda marcial da escola? Era o E V E N T O! Passar as tardes na escola por causa dos ensaios, colocar o uniforme da banda, participar de apresentações. Era um sabor próximo da liberdade.
A chegada da primavera em setembro, a expectativa da floração, da explosão de perfume e de cor no mundo deixa meu coração acelerado. O mundo fica mais bonito em setembro.
O dia 18 de setembro tem uma dupla celebração pessoal. Primeiro é a data de inauguração do centro espírita que frequento. Esse ano celebramos 46 anos de existência. E, há 15 anos, na noite do dia 18, me graduei em Letras pela UFRGS. Foi uma noite linda! Uma noite mágica!
Para alguns, foi apenas uma formatura, para mim foi a consciência de que se eu, sendo TDAH, conseguia concluir um curso superior, com certo mérito, eu poderia qualquer coisa.
Quando as pessoas tomam o conhecimento de que possuo TDAH, entendem o porque faço tantas coisas. Mas as pessoas ainda não conseguem compreender o tantão de estratégias que crio pra conseguir fazer meu cérebro render de maneira organizada. E que, por muito tempo, eu me sentia um ET. Mas este é um assunto pra um outro post.
Em setembro de 2012 iniciou a novela Lado a Lado, na Rede Globo. Essa novela me presenteou com 10 amigas, 10 almas companheiras espalhadas por esse Brasil. Devido a novela conheci essas mulheres da porra em um site em que queríamos saber com antecedência o que aconteceria nos próximos capítulos da novela estrelada pro Marjorie Estiano, Thiago Fragozo e Camila Pitanga. A bela novela Lado a Lado, falava de amor, e também falava de um amor entre amigas. Natural, normal ou escrito nas estrelas Hannar, Flávia, Eveline, Héllen, Márcia, Carla, Luiziana, Thais, Trícia e Francielle tornam cotidianamente verdadeiro esse amor entre amigas pelo WhatsApp ou arrumando pretextos para nos encontrar pelo país a fora.
Em setembro, 3 anos atrás fiz minha primeira corrida de rua.
Num setembro fiz o meu primeiro passaporte e organizei pra ganhar o mundo.
Num setembro fiz o meu primeiro passaporte e organizei pra ganhar o mundo.
Em setembro do ano passado comecei a mudança que hoje se concretiza na minha vida...
Esse ano, ao iniciar esse mês, fiz uma playlist do Spotify intitulada: Setembro.
E claro que a música do Earth, Wind and Fire, September, tá lá.
Bom, o tombo cinematográfico foi até algo positivo, me fez lembrar um montão de coisas que me fazem feliz há muitos setembros.
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