sábado, 2 de junho de 2018

Interstellar e as suas reverberações

Muito embora os livros exerçam verdadeira atração no meu mundo, tenho estado mais voltada à 7ª arte: cinema. No início do ano me propus a vivenciar o dialogismo entre a literatura e o cinema. Não vou conseguir fazer isto de forma tão contundente quanto gostaria. 
Há dois anos atrás me propus ler 50 livros em 1 ano. Consegui! 
Não tenho tido o volume de leitura que tive naquele ano, mas sigo minhas leituras. Ler pra mim é tão essencial quanto respirar, quanto estar com minha família.
Um dos filmes que vi a pouco tempo é Interstellar, de Christopher Nolan.  Há muito tempo queria ver, pois meu afilhado havia comentado que tinha visto no cinema e que era um filme surpreendente.
O filme realmente é surpreendente! Ele aborda questões interessantes sobre Física,  cujas quais sou leiga, ou melhor, analfabeta total. Fala sobre gravidade, buracos de minhocas, viagens intergaláticas, gargântuas, buracos negros, dilatação gravitacional temporal.  Mas ele deixa a certeza de que TODO MUNDO deveria vê-lo. Repito: TODO MUNDO.
O filme desconstrói nosso conhecimento linear de tempo e de espaço. Não há início, meio e fim. São paralelos, se entrecruzam, se permeiam, se misturam. E isto é muito pra nossa realidade. Não existe, passado, presente, futuro. Há o tempo. Pronto. 
Contudo, há nessa narrativa um outro ponto que me assombra: eles, os extraterrestres. E aí esse filme me toca de forma singular. O eles somos nós. Nós somos o outro diferente. E isto é avassalador. Pois o outro é nosso semelhante. Pois o outro é alguém idêntico a nós. Com medos, êxitos, fobias, potencialidades, limitações, traumas, sonhos, desejos, energia. Um eu idêntico a mim, só que atemporal. 
Ter capacidade de ver o outro como o outro eu (não duplo), eu ocupando um outro tempo, um outro espaço. Eu coabitando junto com o outro eu, nos torna melhores, empáticos, solidários, solícitos, nos torna humanidade. Vale a pena! 

P.s: Já tinha esse texto escrito faz um tempo. Não sei porque não havia postado!

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