sexta-feira, 15 de junho de 2018

Volver...

Desde o início do ano e também com as diretrizes que esse governo golpista e usurpador tem tomado para a nação brasileira, resolvi antecipar o plano de fazer doutorado. E resolvi voltar à universidade.
O doutorado era um projeto de aposentadoria, algo para fazer com tempo e dedicação. Algo para desfrutar. Imaginava participando de congressos na Colômbia, no México, em Cuba. Queria fazer turismo e estudar literatura. Imagina? A vida seria perfeita!
Mas, como disse Caetano, "a vida é real e de viés" eu acabei antecipando em 8 anos esse projeto.
No início do ano contatei um professor da universidade, explicitei o meu desejo e ele me acolheu, me chamou pra fazer uma disciplina como aluna especial. Acabei por me inscrever no processo de seleção.
Aí bateu pânico, aí bateu medo... Estou afastada há quase 10 anos da Academia, 10 anos sem rotina de pesquisa cientifica, sem participar de núcleos de pesquisa.  Estou há 10 anos vivendo a margem da universidade. Verdadeiramente pensei: " quem sabe nasci só pra ser professora mesmo".
Aí, enquanto dirigia e conversava com uma amiga a quem dava uma carona, começou a tocar a música SEA do Drexler. Poutz! Caraca! Drexler é para mim tão importante, que parece da família. A sua poesia vibra no mais profundo da minha alma. Drexler é como medicina, remédio, terapia, Analista de Bagé. E aí meio doida, completamente insana ouvi os primeiros versos dessa música que me dizia: Foda-se! Os dados já estão lançados, minha moeda já gira no ar, agora não há retroceder. E o que tiver que ser, será!
Eu, que nunca fui de fugir de peleia alguma, estava num processo de autopiedismo, de medinho, de baixa auto-estima. Drexler foi lá, meteu o pé na porta e me devolveu o prumo.
Hoje fiz a entrevista. Hoje defendi o meu projeto de tese.
Fui lá e fiz, movi as rodas do destino. Busquei meu sonho (talvez sem congresso na Colômbia, no México e em Cuba). E o que tiver que ser, será!
Em julho sai o resultado!

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