terça-feira, 26 de junho de 2018

Maternidade

A pergunta que mais tenho respondido ultimamente dos meus alunos:
- Profe tu tens filhos?
- Não, não tenho.
E a segunda pergunta:
- Por quê?

Como explicar a essas crianças que foi ao mesmo tempo uma escolha e uma definição da vida?
Como dizer pra eles que a felicidade não se resume a ser casada e ter filhos? Que há outras formas de ser feliz, de estar bem com suas escolhas e com a sua vida!?
Como dizer as minhas alunas que elas podem tudo, inclusive não querer ser mãe?
Como explicar que  não desejar ser mãe não te faz uma pessoa abjeta, estranha e infeliz?
Que ser feliz é importante, sendo mãe ou não! Mas que deixar de ser feliz por imposição de ditames sociais nos faz doentes.
Que elas podem escolher ser mãe e ficar tudo bem e que podem também escolher não ser mãe e que isto não as fará menos mulher, menos amorosas, menos bonitas e menos felizes.  
Não sou uma pessoa desprovida de "maternidade". Gosto muito dos meus alunos, gosto muito de crianças de todas as idades, sou endoidecida pelos meus sobrinhos e pelos meus afilhados.
Adoro estar com eles, brincar e vivenciar as mais diversas experiências. 
Mas me acalma saber que minha responsabilidade com eles não é a da maternidade.
Posso um dia mudar de ideia? Tranquilamente!
O que desejo é que meus alunos saibam, principalmente as meninas, que elas têm escolha. Que o natural não é ser mãe, o natural é ser feliz!

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