sexta-feira, 15 de junho de 2018

Cotidiano

São 17h22min. Tomo o ônibus para o 3º turno de trabalho. Um dia normal como qualquer outro. 

Leio isto no vidro do ônibus:


 "Quando te ausentares, amor, deixa um bilhete.
Simples, singelo, resumido.
Todo teu universo nesse singelo lembrete.
Tuas mãos sobre o papel que eu imagine.
Tua boca, cada palavra silenciosamente recite.
Nada de título ou parágrafo.
Muito de ti, tua essência.
Neste pequeno espaço."

Caio Schroer

Me pergunto o quanto de nossa essência compartilhamos? O quanto de nossa genuína essência deixamos impregnar no outro? E o quanto a aprisionamos?


Um comentário:

  1. Adorei a postagem, o comentário, enfim...
    Poema é isso. Possibilitar que o alma se aproprie.
    Grande abraço!
    Caio

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